Produtores de café apostam em geoprocessamento para enfrentar desafios climáticos
03/06/2026
(Foto: Reprodução) Comportamento do clima é um dos desafios da cafeicultura e dos produtores
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As mudanças climáticas têm imposto novos desafios à cafeicultura, com impactos diretos na produtividade e na qualidade das lavouras. Diante de cenários cada vez mais marcados por estiagens, geadas, altas temperaturas ou até mesmo chuvas intensas, a Cooxupé tem ampliado o uso de tecnologia e dados para apoiar os cooperados na adaptação a essas condições.
Entre as principais estratégias está o uso do geoprocessamento, serviço que permite monitorar o comportamento do clima e sua influência no desenvolvimento das lavouras. Integrado ao Departamento de Desenvolvimento Técnico da cooperativa, este setor reúne dados meteorológicos, mapeamento das áreas produtivas e análises que orientam o manejo no campo.
Monitoramento climático em tempo real
O sistema de monitoramento meteorológico da cooperativa, conhecido como SISMET, reúne uma rede de estações e pluviômetros distribuídos nas regiões de atuação. Com a ampliação recente dessa estrutura, a Cooxupé passou a contar com cerca de 100 estações meteorológicas e mais de 500 pontos de coleta de chuva, garantindo maior precisão na leitura das condições climáticas.
Esses dados são atualizados continuamente e permitem que os produtores acompanhem variações como temperatura, volume de chuvas e períodos de estiagem, ajustando práticas agrícolas de forma mais assertiva e reduzindo riscos de perdas.
“O geoprocessamento ajuda tanto a Cooxupé quanto seus cooperados a tomarem decisões estratégicas nas propriedades, sempre aliado à tecnologia, à inovação e à busca por uma produção mais sustentável”, explica Guilherme Teixeira, engenheiro agrônomo e coordenador de Geoprocessamento da cooperativa.
Guilherme Vinicius Teixeira, coordenador do Departamento de Geoprocessamento da Cooxupé
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Dados que orientam decisões no campo
O geoprocessamento também atua na estimativa de safra e produtividade, com base no mapeamento do parque cafeeiro em centenas de municípios. A análise dessas informações permite antecipar cenários e planejar melhor a produção.
Outro recurso importante é o Sistema de Aviso de Doenças (SAD), desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA). A ferramenta utiliza dados climáticos para prever a ocorrência de doenças como ferrugem e mancha de phoma, indicando aos produtores o momento mais adequado para intervenções e manejo.
Além disso, cooperados também participam do monitoramento ao registrar dados pluviométricos em suas propriedades, contribuindo para ampliar a base de informações e tornar as análises ainda mais precisas.
Fórum Técnico do Café e Clima é realizado anualmente pela Cooxupé para abordar como está o desempenho das lavouras devido ao clima
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Estratégia integrada de adaptação climática
O uso do geoprocessamento faz parte de uma estratégia mais ampla da cooperativa para aumentar a resiliência da cafeicultura. Entre as ações estão o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas ao calor e à seca, em parceria com instituições de pesquisa, e o incentivo a práticas de conservação do solo, que ajudam a manter a umidade e a saúde das lavouras.
A cooperativa também investe em tecnologias de insumos e bioestimulantes, que aumentam a tolerância das plantas aos estresses climáticos, além de disponibilizar seguro agrícola como ferramenta de proteção financeira aos produtores.
“O clima influencia diretamente todas as fases do cafeeiro, desde o desenvolvimento vegetativo até a produção. Por isso, conhecer o comportamento climático de cada região é essencial para reduzir riscos e aumentar a previsibilidade da safra”, completa Guilherme Teixeira.
Combinando monitoramento em tempo real, análise de dados e inovação no campo, a Cooxupé busca reduzir os impactos das variações climáticas e garantir maior previsibilidade à produção, em um cenário cada vez mais desafiador para a cafeicultura.
Estações meteorológicas auxiliam produtor em relação ao comportamento climático
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